A disputa

Quem vai comandar o Legislativo em 2014?

Leandro Belles

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A disputa pelo comando da Câmara de Vereadores de Santa Maria corre solta nos bastidores da política local. Apesar de não ser discutido publicamente, o tema é assunto recorrente em reuniões internas e encontros, digamos, discretos entre grupos de parlamentares.

Apesar de existir um acordo firmado entre as siglas da base governista, prevendo um rodízio entre nomes do PMDB, PP, PTB, PDT, DEM e PR, tudo pode acontecer. Hoje, o governo tem 13 vereadores, contra oito de oposição. Os mais cotados para assumir a presidência são Cezar Gehm, João Carlos Maciel e João Kaus, todos do PMDB, Marcelo Bisogno (PDT) e Werner Rempel (PPL).

Pelo acordo, o PMDB assumiria a presidência em 2014, por ser a maior bancada governista. Mas o problema começa dentro do próprio partido. Lideranças peemedebistas indicam que o escolhido para representar a sigla na disputa seria o vereador João Kaus. Ele desconversa e diz que nada foi decidido, mas deixa clara a "disposição" para assumir a vaga. Do outro lado, o colega de partido João Carlos Maciel se coloca como candidato ao posto, mas dispara que seu nome é barrado pelo próprio partido.

_ O PMDB deve fazer alguma coisa para me impedir de assumir esse posto que eu quero. É complicado _ diz. Questionado sobre o motivo de tal oposição ao seu nome, Maciel silencia.

Outro fator "indigesto" ao partido é o ex-presidente municipal do PMDB Robson Zinn. Maciel afirma que, se eleito, não colocará Zinn de volta na Câmara e aponta que Kaus fará isso. Kaus rebate e diz que nada foi acordado em relação a Zinn, que deixou o parlamento em agosto após pressão popular. Ele era procurador jurídico da Casa.

O DEM, que faz parte do acordo governista, não esconde a empolgação de assumir a vaga de Marcelo Bisogno (PDT), que preside o parlamento. Manoel Badke (DEM), um dos principais líderes dos democratas, diz  que "o cenário é diferente e que tudo pode acontecer".

Bisogno, que assumiu o comando este ano por ser o mais votado em 2012, também é cotado. Nos bastidores, comenta-se que ele seria uma alternativa à ausência de nomes das outras siglas aliadas. Ele desconversa, mas admite estar preparado para o trabalho.

Oposição tem minoria, mas almeja virar o jogo

Apesar de ter minoria e de ser difícil virar o jogo, a oposição se movimenta. O PT, maior bancada oposicionista, com quatro nomes, garante que deve ter um representante para a missão. O PSDB, com três parlamentares, também quer entrar na briga.
_ Não vamos concordar com qualquer nome que for indicado por eles _ disse Admar Pozzobom (PSDB), referindo-se aos governistas.
Werner Rempel (PPL), uma das principais lideranças oposicionistas e o mais cotado para comandar a ala contrária ao governo, afirma que eles entrarão na disputa.
_ Eleição da Mesa Diretora é algo que não se fala em "já definido". Pelo contrário. Ela é definida aos 45 minutos do segundo tempo.
A eleição para a Mesa Diretora deve ocorrer na última sessão do ano ou na primeira de janeiro.

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